Crítica: Star Trek é ficção hollywoodiana para pessoas sensatas

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Com o reboot de Star Trek/Jornada nas Estrelas, que teve sua estréia mundial neste fim de semana, o diretor J.J. Abrams mostrou que consegue agradar gregos e troianos.

Assim como nas séries Lost e Fringe, criadas por ele, e nos filmes Cloverfield e Missão Impossível 3, o norte-americano parece ter sido aprovado tanto pelo público quanto pela crítica. E talvez uma tarefa mais difícil ainda: fazer os fãs da série tradicional gostarem desse recomeço.

Eu nunca acompanhei o seriado de TV, tampouco os filmes que haviam se originado dela. Star Trek é um filme de ficção que aposta em uma fórmula de sucesso que não foi criada por J.J. Abrams, mas já é sua marca registrada: as viagens no tempo. E, diferentemente da maioria que usam esse artifício arriscado, não cai no problema de paradoxos. Apesar de usar um grau altíssimo de ficção científica, o filme é coerente dentro de suas possibilidades: nada está jogado, e as pontas são sempre amarradas.

A nova aventura de Capitão Kirk, Spock e a tripulação da nave U.S.S Enterprise também mostra um outro tipo de conflito, tirando a parte das explosões e naves destruídas: a batalha que acontece dentro dos personagens.

Filho de vulcanianos e terráqueos, Spock é híbrido de duas raças totalmente diferentes: os extraterrestres são orientados a limar qualquer tipo de emoção de suas mentes, mas o contato com os humanos faz com que seu instinto passional venha a tona. Acima de tudo, Spock tem que conseguir a paz das duas diferentes culturas dentro de si mesmo. Além disso, tem como seu companheiro Kirk, o oposto do que foi ensinado a ser.

Podemos traçar um paralelo em relação a Lost: Spock é sistemático e empírico como Jack – é o “homem da ciência”. Já Kirk, movido pela busca de seu destino e para honrar a morte de seu pai, é Locke – “homem de fé”. E, como estão do mesmo “lado” da batalha que tenta impedir a destruição da Terra por romulanos vindo do futuro, terão que conciliar essas personalidades opostas.

Minha cena preferida foi o encontro de Spock com sua versão, já idosa, do futuro. A frieza do primeiro encontra a si mesmo em uma forma diferente: um homem piedoso e sereno.

A trilha sonora não poderia ser mais épica possível. Michael Giacchino (Lost, Fringe, The Incredible) conseguiu transformar cada cena estelar em um balé.

Ainda assim, por alguns momentos, achei que o filme teve mais ação e explosões do que o necessário, mas nada mais natural vindo de uma produção hollywoodiana.

Star Trek cumpre muito bem o papel ao qual foi designado: atrair os fãs antigos, os novos, e pessoas comuns, que só querem assistir a um bom filme de ação e ficção, mas que, diferentemente do que vemos geralmente por aí nas outras películas do gênero, tratar o expectador como um ser inteligente, capaz de compreender os elos da trama. Ou seja, Jornada nas Estrelas foge da obviedade.

Sci-Fi View: O melhor da ficção científica em 2009

O ano de 2009 promete ser um marco para os fãs de ficção científica nas telonas. De blockbusters a filmes independentes, os filmes do gênero prometem não decepcionar, e nem mesmo a crise financeira deverá abater a bilheteria dos fãs desse tipo de história.

Veja abaixo as datas de estreia das principais promessas do ano, que começa com o novo filme da saga O Exterminador do Futuro:

Terminator 4

O Exterminador do Futuro: A Salvação (McG) – 5 de junho – Assim como Star Trek, essa franquia também foi reiniciada. Mas, desta vez, a história do quarto O Exterminador do Futuro continuará de onde o último filme parou: após as explosões das bombas nucleares que praticamente aniquilaram o Planeta Terra e deixaram poucos sobreviventes, dentre eles, John Connor liderando a resistência dos humanos. O que todos os fãs esperavam, era saber o que havia acontecido no futuro, e como a SkyNet e as máquinas haviam dominado o mundo e planejado enviar suas máquinas para cá. Além disso, a presença de Christian Bale no papel de Connor aumenta a expectativa. Apesar da falta de experiência do diretor McG em filmes de ficção, todos os trailers e críticas, juntamente com a atuação do protagonista prometem fazer dessa película uma das melhores do ano. Vale lembrar que o elenco conta com algumas participações especiais, como Linda Hamilton (Terminator 1 e 2), Arnold Schwarzenegger (em versão digital) e Terry Crews (Todo Mundo Odeia o Chris).

Mr. Nobody
(Jaco van Dormael) – Estreou em Cannes – O diretor de filmes alternativos belga, apesar de não ser muito conhecido, teve sempre boas críticas aos seus trabalhos. E este parece que não vai ser diferente. O papel principal é feito por Jared Leto, ator e vocalista da banda 30 Seconds to Mars, que estava longe das telas desde 2007. Desta vez, ele irá interpretar Nemo Nobody, um homem normal que vive com sua mulher e 3 filhos, e em um flash acorda no ano de 2092, com 120 anos. No futuro, os humanos, devido à descobertas científicas, não morrem mais. Ele é o único mortal, e vive uma busca incessante para descobrir se agiu certo com sua mulher e filhos, e qual havia sido o destino de sua família. Mr. Nobody parece ser um daqueles filmes que será aclamado pela crítica, mas talvez nem sequer chegue ao Brasil, por ser belga e de uma produtora não muito famosa. Mas tem todos os ingredientes de um “instant-cult”.

Hunter Prey
(Sandy Collora) – Estreou em Cannes – Não há muitas informações sobre essa produção. Sandy Collora é o diretor e criador de Batman – Dead End, filme independente de 2003 aclamado pela crítica, sucesso entre os fãs do Homem-Morcego e na Internet. Desta vez, Collora conseguiu um pouco mais de dinheiro, e filmou Hunter Prey no deserto mexicano. A história, ainda não definida para a imprensa, conta com um time de guerreiros em roupas futuristas lutando naquele cenário. Vale a pena esperar.

Moon (Duncan Jones) – 12 de junho – Duncan Jones é filho do cantor David Bowie, e está se arriscando pela primeira vez como diretor de cinema. Em sua estreia, Moon mostra o astronauta Sam Bell (Sam Rockwell), que está terminando seu serviço de 3 anos na superfície lunar, extraindo Hélio-3, um recurso que promete acabar com os problemas energéticos do Planeta Terra. Mas ele começa a ter encontros indesejados, juntamente com alucinações que não o deixam saber se o que vivencia é real ou não. Mais uma produção de baixo orçamento que promete lembrar o desconforto e incômodo provocados pela mãe dos filmes de ficção-científica espacial: 2001 – Uma Odisséia no Espaço.

Transformers: A Vingança dos Derrotados24 de junho – Talvez não só a maior superprodução de ficção científica do ano, como talvez o maior arrasa-quarteirões de 2009. O diretor Michael Bay, sempre criticado, conseguiu criar uma série despretensiosa, mas que faz bem o seu papel: divertir. Os Autobots agora vêem o planeta e a si mesmos ameaçados com a presença dos Decepticons, liderados por StarScream, e com a volta de Megatron, ressuscitado. A produção de Steven Spielberg e os efeitos especiais espetaculares fazem de Transformers 2 uma boa pedida e garantia de diversão.

District 9 (Neill Blomkamp) – 14 de agosto – Peter Jackson não conseguiu emplacar seu pupilo Blomkamp como o diretor da adaptação do game Halo. Mas essa produção parece criar mais expectativa ainda. Até pouco tempo, era um projeto secreto, mas o primeiro trailer foi divulgado há poucas semanas. A prévia mostra depoimentos de sul-africanos de uma região pobre de Johannesburgo reclamando sobre a presença de refugiados no local. Logo depois, é revelado que esses presos que vivem no lugar são alienígenas, e os mostra sendo interrogados por humanos. O filme, que será uma mescla de crítica política e ficção científica, é uma versão completa do curta do diretor sul-africano de apenas 30 anos, Alive in Joburg, lançado em 2005.

Gamer (Mark Neveldine e Brian Taylor) – 4 de setembro – Os criadores de Adrenalina 1 e 2 estreiam o seu terceiro filme de ação em 2009. Na trama, em um futuro distante, os video-games atingiram um avanço tecnológico tão grande, que os jogadores passam a controlar seres humanos reais, através de implantes em seus cérebros. Gerard Butler (300) é um dos principais participantes do game Slayers, em cenário pós-apocalíptico de guerra, e busca sua liberdade. Entretanto, é controlado por seu jogador Simon, interpretado por Logan Lerman. O filme provavelmente tenderá mais para o gênero ação do que o de ficção propriamente dito, mas se formos julgar os últimos filmes de ação da dupla de diretores, é uma boa pedida.

Pandorum (Christian Alvert) – 4 de setembro – Desta vez, um filme de ficção que se mistura com outro gênero – o terror. O diretor alemão Christian Alvert dirige Ben Foster e Dennis Quaid no papel de dois tripulantes de uma nave espacial que acordam sem memória de quem são ou quais são suas missões dentro da nave. Com o tempo, vão descobrindo que existem mais pessoas nessa mesma situação, e que terão que lutar contra alguns estranhos guerreiros tribais à solta dentro da espaçonave.

Surrogates (Jonathan Mostow) – 25 de setembro – Também baseado na obra de Isaac Asimov Eu, Robô, essa produção marca o retorno de Bruce Willis à ficção científica. Nessa releitura, os seres humanos vivem praticamente isolados e não saem das suas casas para nada. Para isso, eles utilizam robôs que são cópias idênticas de si mesmos, que realizam os trabalhos mais complicados. Mas problemas começam a acontecer quando os clones começam a ser misteriosamente assassinados. O policial interpretado por Willis manda sua versão robótica para pesquisar os motivos desses crimes, enquanto fica controlando-a de sua casa. O último trabalho de Jonathan Mostow como diretor foi O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas, em 2003.

Astro Boy (David Bowers) – 23 de outubro – A unica animação da lista é uma adaptação em 3D do aclamado criador de mangás Ozamu Tezuka. Astro Boy é um jovem robô com poderes incríveis na cidade futurista de Metro City, onde humanos e andróides vivem pacificamente. Originalmente, é um filme para crianças, mas tem tudo para agradar os mais velhos também. Vale destacar a importância da história para a cultura japonesa. Sucesso de vendas na década de 60, o mangá teve sua primeira adaptação televisiva em 1963 pela Fuji TV, e foi o primeiro anime a ser exibido fora do Japão. O diretor é o mesmo do divertidíssimo Por Água Abaixo, de 2006, e a produtora responsável é a Imagi Studios, responsável por Tartarugas Ninja (2007).

The Box (Richard Kelly) – 30 de outubro – Desde Donnie Darko, Richard Kelly não fez nada de muito destaque no universo cinematográfico. Mas The Box parece conter mais ideias loucas que devem surpreender. O que parecia um filme de drama comum, mostrando a vida de um casal que recebe uma caixa misteriosa com um botão, pode se transformar em algo totalmente sci-fi, segundo as palavras do próprio diretor. “A história contará com muito da cultura kitsch dos anos 70, teletransporte, e a missão de viagem a Marte conhecida como Viking”.

2012 (Roland Emmerich) – 13 de novembro – O diretor Roland Emmerich parece mesmo ter se especializado em filmes de cenários apocalípticos. Depois de Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã, o alemão volta com uma velha conhecida história daqueles que são fanáticos por conspirações: o apocalipse em 2012. Segundo uma profecia maia, este seria o ano em que muitas mudanças acontecem na Terra, e é interpretada por muitos como o fim do mundo. O enredo usa essa mitologia pra mostrar como um pesquisador acadêmico interpretado por John Cusack que tenta criar um time para impedir a ocorrência dos eventos que provocariam a destruição do planeta. Ainda existem poucos detalhes sobre 2012, mas a ver pelas características das últimas produções do alemão, teremos muitos efeitos especiais e explosões.

Avatar (James Cameron) – 18 de dezembro – Talvez a produção de científica mais esperada dos últimos anos. Depois de 12 anos dirigindo apenas documentários, James Cameron volta para seu primeiro filme ficcional desde o maior arrasa-quarteirões de todos os tempos, Titanic, de 1997. Avatar vem sendo produzido há mais de dois anos, e especula-se que seu orçamento já ultrapassou 300 milhões de dólares. Tudo foi  filmado no mesmo hangar em que o visionário Howard Hughes construiu seu avião gigante de madeira. Os cenários são produzidos e adicionados por computadores dos estúdios de Peter Jackson, na Nova Zelândia. Além disso, o filme será lançado em cinemas 3D. Para toda essa tecnologia, algumas cenas foram filmadas por 197 câmeras ao mesmo tempo. O enredo gira em torno de Sam Worgthinton (Terminator Salvation), um veterano de guerra paraplégico que é enviado a um planeta distante, de nome Pandora, dominado por uma raça humanóide com costumes e cultura totalmente diferentes dos nossos. Anos de trabalho prometem fazer desse o melhor filme de ficção do ano, e talvez de todos os tempos. O elenco ainda conta com outras estrelas como Sigourney Weaver (Alien), Zoe Saldana (Star Trek) e Michelle Rodriguez (Velozes e Furiosos).

Lost em 200 dias

Elenco que participará (ou não) da última temporada

A penúltima temporada de Lost terminou há duas semanas, deixando fãs órfãos (e cheios de dúvidas) a respeito do que está por vir em janeiro de 2010, quando os últimos 17 episódios da saga irão ao ar.

Mas, desta vez, não venho aqui para contar as últimas novidades ou spoilers a respeito dos sobreviventes da queda do voo 815. Estou aqui para falar para outro público: os “leigos” sobre o seriado. Como o sexto ano de Lost começará daqui a mais ou menos 200 dias apenas, mostrarei 12 argumentos para convencer as pessoas a fazer um cronograma e ver um episódio a cada dois dias para “ficar em dia” com a temporada final mais esperada de todos os tempos da TV americana.

Garanto que se você começar a assistir, verá muito antes do que isso os 103 capítulos…

01 – Lost é, sem dúvidas, um representante da pós-modernidade – O universo criado por J.J. Abrams não é apenas uma série de TV; transcende o suporte físico da televisão e não trata o público meramente como expectador. É um fenômeno global: milhões de pessoas fazem o download do programa toda quarta-feira após sua exibição nos EUA, em todos os cantos do globo. Além disso, uma “degustação” total do seriado exige que Lost seja visto e revisto, e pausado, para que todos os detalhes (que serão relembrados em algum momento), sejam percebidos.

02 – Não consigo imaginar uma outra série ou produto da cultura de massa que possua tantas referências à cultura pop – Tanto o roteiro, quanto a falas e trilha sonora. Isso sem fazer referência às obras literárias que são citadas à exaustão na trama. Só para citar alguns exemplos: Alice no País das Maravilhas, A Odisséia, Uma Breve História do Tempo, O Mágico de Oz, A Revolução dos Bichos, O Iluminado, e cerca de mais 80 livros foram citados durante esses 104 episódios. Isso sem falar de autores como Stephen King, Sigmund Freud e Dostoyevsky.

03 – O fim da dualidade – Os personagens não são previsíveis. Nada mais natural do que, se um avião caísse em uma ilha misteriosa, cheia de propriedades físicas desconhecidas, perante o medo dos “nativos” do lugar, que se formassem dois grupos, designados como “bem” e “mal”. Mas nada é tão simples assim: ninguém é bom ou mau apenas como estavámos acostumados a ver em outras histórias. Lost mostra as pessoas como são: procurando seus interesses, os seres humanos podem adotar atitudes que prejudiquem ou não seus semelhantes. É a busca pela sobrevivência. É claro que romances surgem, e ajudam a costurar a trama dando leveza ao programa, mas estes sobreviventes buscam, acima de tudo, descobrirem quem são de verdade.

04 – Nada é por acaso – Os nomes, por exemplo, remetem às personalidades das pessoas. E mais do que características pessoais, mostram um conflito de ideologias. O liberalista John Locke, o anarquista Mikhail Bakunin, o filósofo Jeremy Benthan e o precursor do determinismo, David Hume, representado pelo personagem Desmond Hume, são apenas uma pequena fração de como essas teorias e ideologias são parte do modo de pensar e agir dos “losties”. Ora, você deve pensar: uma obra que abrange toda essa complexidade deve ser uma das coisas mais chatas de se assistir. Apesar de ser um “cult instantâneo”, Lost trata todo esse contexto de uma forma despercebida, utilizando recursos hollywoodianos que deixam a produção algo que prende a atenção dos espectadores.

05 – Os mistérios – Talvez isso seja o aspecto mais criticado e ao mesmo tempo mais aclamado do programa. A cada quarta-feira novos problemas são propostos, e outros são solucionados de formas inimagináveis. Um monstro de fumaça, mortos que “ressucitam” ao entrar na ilha, curas inexplicáveis, viagens no tempo e números misteriosos são só uma mínima parte do que deixa a cabeça dos fãs confusa. Um grupo de pesquisas científicas, psicológicas e de pesquisas de socialismo utópico que se instala na ilha, a Dharma Iniciative, também é um celeiro de novos mistérios. O melhor de tudo é que as respostas dessas perguntas fogem da obviedade e da fantasia – são plausíveis.

06 – Ficção científica para pessoas inteligentes – Os criadores do seriado conseguiram tratar temas como paranormalidade e viagens no tempo de uma forma plausível e coerente com teorias científicas. Tratar o aspecto de viagens temporais sem criar paradoxos é muito difícil, mas J.J. Abrams e os roteiristas conseguiram atingir esse objetivo de maneira espetacular.

07 – A presença da cultura egípcia no enredo da série – Como se já não bastasse todo esse conteúdo já citado, a mitologia do Egito Antigo foi ganhando espaço através de pequenas inserções ao longo da trama e na quinta temporada tomou um papel fundamental. Entender alguns personagens e a própria ilha através de metáforas das divindades egípcias pode ser uma das chaves fundamentais para entender Lost.

08 – Atuação brilhante de atores – Ccomo Henry Ian Cusick (Desmond), Michael Emerson (Benjamin Linus), e Terry O’ Quinn (John Locke). A cena final do episódio “The Constant”, da quarta temporada, recebeu o prêmio de melhor passagem da TV norte-americana do ano de 2008. Eu, que não sou de chorar nada facilmente, derrubei algumas lágrimas assistindo. Isso pra não falar de atores já consagrados como Dominic Monaghan (Senhor dos Anéis) e Matthew Fox (Speed Racer).

09 – Lost também é humor – Alguns personagens tem cenas impagáveis: o gorducho Hurley, sempre inconveniente, consegue tirar risadas de todo mundo com suas trapalhadas e suas teorias sobre viagem no tempo nas suas conversas com o paranormal Miles, ou quando dirige as Kombis da Iniciativa Dharma pela ilha toda.

10 – A forma como a narrativa é contada na história, através de Flashbacks e Flashforwards – Eles contam a vida dos personagens no passado e no futuro misturando toda a linha de tempo, juntamente com uma edição impecável, conseguiram atrair o público, e até mesmo “acostumar” as pessoas com histórias mais complexas do que o comum. Lost trata o espectador como alguém inteligente.

11 – Se você acha que tudo isso é Lost; ainda tem mais – Foram feitos 13 episódios de 2 minutos para serem baixados em telefones celulares, três jogos ARG (de realidade alternativa), lançados na Internet, que trouxeram à tona novos vídeos que explicam a mitologia da série. Os produtores não deixam os fãs na mão: fazem podcasts, respondem às perguntas dos Lostmaníacos em salas de bate-papo e criam infinitas formas de interação.

12 – Vale lembrar que depois da criação da série, todo o esteriótipo da forma como são feitos esses programas foram mudadosLost inspirou praticamente todos os seriados subsequentes. Fringe, FlashForward e até mesmo Heroes: tudo tem um pouco de Lost. Todo programa é criado pensando nas mudanças criadas na televisão pelo universo de J.J. Abrams.

E aí, consegui convencer você a pelo menos dar uma olhadinha na série ?

Trailer – Inglorious Basterds

Vazou o primeiro pedaço de teaser trailer do novo filme de Quentin Tarantino, sobre a Segunda Guerra Mundial, com Brad Pitt. Veja abaixo.

PS: Desculpem pela falta de posts, ando meio ausente do PC!

Links do dia – 07 de fevereiro

Não gente, já disse que não sou eu!

Estou inaugurando uma nova seção. Às vezes vou postar simplesmente links que achei na internet no dia e são interessantes (notícias, sites, imagens), porém que não tenho tempo para comentar mais profundamente como os posts normais. Não é todo dia  que farei isso, quero dar mais espaço aos posts pessoais. Mas lá vão:

Círculos misteriosos surgem no egito

Primeiro trailer de “O Elo Perdido”

Celulares, Banda Larga e o filme que você já viu

Picotes de papel ganham vida no novo – e belo – clipe dos queridinhos da crítica – Obs: muito bem feito esse clipe!

Dicas

Player da KROQ

Eu nunca gostei muito de escutar rádio. Mas como meu pai era radialista eu até que me acostumei a ouvir quando era pequeno. Já quando eu cheguei na faculdade de jornalismo e tive minhas aulas de jornalismo radiofônico descobri que eu realmente não tinha jeito pra coisa. Nem pra trabalhar, nem ouvir rádio. Mas eu descobri uma estação dos EUA que transmite uma programação que me agradou muito. É a KROQ 106.7, de Los Angeles. O que me desagradava em ouvir rádios era o fato de, querendo ou não, sempre tocar alguma música que não te agrade. E você não ter o controle sobre isso. Mas eu me impressionei com essa emissora. Faz uns 4 dias que eu estou ouvindo e houve umas 4 ou 5 músicas que não agradaram. Parece que pegaram uma playlist minha do Winamp e botaram pra tocar. Eles conseguem misturar o alternativo com o mainstream de uma forma que me agrada muito. Eu já conhecia a KROQ, pois lembro de ter visto ao vivo pela internet um festival em que tocaram Muse, Radiohead, Guns N’ Roses, etc. É uma estação de rock, sem rótulos. Tocam o que é bom (pelo menos na minha concepção de bom).

Aqui está o link para ouvir pela internet. É recomendado ter uma internet boa, pois eles transmitem em uma qualidade muito boa, muitas vezes superior às das MP3 que baixamos por aí. Uma vantagem é que é mostrada na tela a música que está sendo tocada – o artista, álbum e capa. Se gostou, já dá pra baixar e ouvir quando quiser.

Mas ora Xico, se ela toca tudo o que você ouve aí no seu PC, não é mais fácil abrir o Winamp. Bom, eu gosto da imprevisibilidade, e também é óbvio que descubro coisas novas que vou gostar. E os locutores são divertidos também.

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Minha outra dica é de uma série que comecei a acompanhar. “Fringe”. É uma espécie de “Arquivo X” criado por J.J. Abrams, o mesmo cara que inventou Lost. Justamente isso que me atraiu e me fez começar a assistir.

A trama passa em torno de uma série de eventos, entreligados (assim como em Lost), que muitas vezes são crimes, assassinatos, que são realizados de uma forma não-convencional, e que desafia até mesmo a ciência como conhecemos. Por exemplo:  mutações, armas biológicas, experimentos com física quantica, paranormalidade, cibernética. Esses acontecimentos são denominados como parte do “Padrão” – uma conspiração criada para testar essas descobertas científicas, e posteriormente aplicar em algum plano maléfico (o qual até o 13º episódio não foi descoberto ainda).

O FBI, tentando resolver esses “problemas”, cria uma divisão de estudo da “ciência de borda”, “Fringe science”. Retira de um sanatório um cientista esclerosado e confuso das idéias, que, décadas atrás, desenvolveu muitas dessas técnicas “sobrenaturais”. Seu nome: Walter Bishop. E é impossível não gostar dele. Seus problemas psicológicos que o acabam ajudando ele a se tornar uma pessoa extremamente carismática, e sincera. Suas bobagens cativaram o público da série. O ator que o interpreta é John Noble, que já participou da trilogia do “Senhor dos Anéis”, como o Rei Denethor.

Junto com o cientista maluco, vem o seu filho. Peter Bishop. Procurado por dívidas e sonegações, é resgatado de um esconderijo no Iraque pelo FBI, e contratado, junto de seu pai. Também é dono de um sarcasmo peculiar. É interpretado por Joshua Jackson, o Pacey do Dawson’s Creek.

Nesse grupo também está a agente Olivia Dunhan, interpretada por Anna Torv, que parece, mas não é a Phoebe de Friends. Supostamente traída pelo seu ex-parceiro e amante, John Scott, que é morto em um ataque com uma nova arma biológica, ela começa a ter problemas psicológicos (que na verdade não são tão psicológicos assim, mas veja a série e descubra!). Abalada pela perda de seu colega e pela traição, ela se mostra uma pessoa preocupada com os outros, mas fria em relação ao amor. Com o tempo, dá pra perceber que ela está se apaixonando por Peter (imagino eu, eles ainda não se pegaram), e vice-versa.

No elenco de apoio também temos Lance Riddick, que já fez o advogado Matthew, que até hoje me dá medo.

A série recebeu críticas horríveis por aí, mas é óbvio que estão comparando com a outra criação de J.J. Abrams, Lost. E comparar qualquer coisa com Lost é complicado, afinal, foi algo nunca feito antes, e que revolucionou a forma de vermos TV. Mas o seriado é muito bom, e segue a mesma linha de “coincidências” e “ligações” de Lost. Sem comparações com outros, é claro; vale a pena ser assistido. Não estreou ainda, mas é claro que vocês vão achar ele por aí toda terça-feira. :)

Novo Skype – 4.0

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Está disponível desde ontem a versão nova do Skype – aquele programa de mensagens instanâneas, que permite ligações para números fixos, através da compra de créditos. Eu acho ele bem, útil pois tem um diferencial em relação aos outros programas: tem conversas em vídeo com tela cheia, e a qualidade do áudio é bem melhor.

Nunca usei muito porque infelizmente pouca gente que eu conheço tem. Mas deixo ele sempre online. Se todas as pessoas que eu precisasse estivessem lá eu até desinstalava o MSN. (Mentira, é óbvio que eu não faria isso).

O legal dessa versão nova é que melhoraram ainda mais a qualidade do vídeo. Tenho uma tela de 22 polegadas em tela cheia o vídeo continua bom! Claro, tem que ter uma internet banda larga decente.

Eu no meu tédio de férias, fiquei procurando pelos meus contatos do Orkut e do Facebook pra adicionar também ali. (Sim, é falta do que fazer).

Baixe aqui!

PS: Quem quiser me adicionar no skype, meu nick é trento.

Celular ao volante

Não posso falar nada, porque eu mesmo atendo o telefone enquanto dirijo, mas…

Solução

Tudo errado.

Pessoas. Deu tudo errado hoje por aqui, por isso não postei nada. Amanhã volto =)

Polêmica em campanha de roupas femininas

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Li em vários sites hoje sobre uma campanha da rede de roupas femininas Relish que está sendo muito discutida. As fotos da propaganda foram tiradas no Rio de Janeiro e mostram mulheres européias sendo abordadas de forma abusiva e desrespeitosa na Praia de Ipanema. E foram divulgadas em Outdoors e revistas da Itália. Li em vários fóruns usuários reclamando que isso poderia afetar a imagem da polícia brasileira, ou mesmo da cidade. Até o Secretário Especial de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello se manifestou: “Esse tipo de publicidade desrespeita não só a corporação da Polícia Militar como compromete a imagem do Rio de Janeiro.”

Eu vou afirmar o mesmo que já afirmei quando ouve todo aquele vuco-vuco sobre o filme “Turistas”, que mostrava o tráfico de órgãos no Brasil, ajudado por grupos indígenas e tal. Isso acontece com todos os lugares. Não acho que seja um desrespeito. As pessoas tem na cabeça delas fantasias sobre lugares diferentes do mundo. Cada lugar tem um esteriótipo, e isso acaba sendo natural. Vira-e-mexe ocorre isso de países que se sentem ofendidos com filmes, músicas, fotos, propagandas. Ué, é ficção gente! É pra incentivar o imaginário das pessoas, não quer dizer que seja assim de verdade. O filme “O Albergue”, por exemplo, mostra Praga de uma forma que deixa qualquer pessoa com medo, mas não é por isso que o governo da República Tcheca iria lá reclamar por desrespeito. É tudo pra aguçar a imaginaçãos pessoas!

Quem não se sente atraído por pessoas e lugares que possuem uma cultura diferente ? Aposto que 90 % das pessoas sentem vontade, mesmo que inconsciente, de se relacionar com pessoas de outros países, outros lugares.